quarta-feira, 29 de maio de 2013



LUA DE PRATA

Lua de prata.
Reflete seu brilho na lata.
No zinco, no rancho tão pobre.
Reflete no jardim do nobre.
Lua de prata.
Com seu brilho me mata.
E mata a quem te admira.
Mas um morrer que faz renascer.
Porque admirar o luar é igual viajar.
Pra outro tempo. Outro lugar.
Onde sempre se pode recomeçar.
Eu me perco no luar...
Sou como lobo a uivar.
Na solidão corro a alcançar o brilho de uma lua que pra infância consegue me transportar.

sonia delsin 

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