quarta-feira, 29 de maio de 2013



SUTIL

Sutileza e beleza.
Ela era dotada das duas qualidades.
Mas uma delas queria ignorar.
Queria um homem buscar.
Um homem do passado.
Todo seu pecado.
E sua absolvição.
Por ele tinha verdadeira adoração e fixação.
Com ele não podia ser sutil.
Tinha mesmo era que usar um ardil.
Mas tudo era perdoável, porque o queria trazer pra si não como pássaro cativo e sim como a ave do amor.
Beleza?
Não só a que a terra come.
Mas a beleza que não some.
Pena que o seu amado não aceitou ficar do seu lado.
Pena que o seu adorado não entendeu aquele coração apaixonado.

sonia delsin 

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