UM
ENCONTRO
Os
dois entravam na mata com o passo leve. Como quem deve.
Já
existia a intenção e isso aumentava o tesão.
Nem
bem entraram foram se beijando.
Ele
ia tirando as roupas dela.
Ela
até que tentava segurar a mão de seu amado.
Mas
também ardia por ele e isso era sabido.
Os
dois juntos tinham se decidido.
Sim.
Tinham combinado um encontro ali.
Sob
as árvores. No silêncio de uma tarde.
Só
os pássaros interrompiam o silêncio.
Chilreavam
indiferentes ao que se passava lá embaixo.
Era
loucura pura.
Era
muita vontade.
Era
paixão de verdade.
As
mãos como loucas andavam, deslizavam.
Nenhum
vento. Imobilidade das coisas. Cheiro de mato e terra.
Os
dois se encostavam. Ardiam. Era uma febre doida. Os dois se entregavam.
Palavras
nos ouvidos, quase a perda dos sentidos.
O
êxtase alcançavam naquela clareira. Já tinham feito a besteira.
Só
então ela pensou na possibilidade de alguém aparecer.
Mas
então já era tarde.
Tudo
os excitava e logo recomeçavam...
Beijos,
mãos, suor...
E
o que é pior...
Mosquitos
picavam.
Na
mata tudo pode acontecer.
Mas
que foi bom foi.
Um
encontro na mata quase a matou... Mas de prazer.
sonia delsin

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