quarta-feira, 29 de maio de 2013



UM ENCONTRO

Os dois entravam na mata com o passo leve. Como quem deve.
Já existia a intenção e isso aumentava o tesão.
Nem bem entraram foram se beijando.
Ele ia tirando as roupas dela.
Ela até que tentava segurar a mão de seu amado.
Mas também ardia por ele e isso era sabido.
Os dois juntos tinham se decidido.
Sim. Tinham combinado um encontro ali.
Sob as árvores. No silêncio de uma tarde.
Só os pássaros interrompiam o silêncio.
Chilreavam indiferentes ao que se passava lá embaixo.
Era loucura pura.
Era muita vontade.
Era paixão de verdade.
As mãos como loucas andavam, deslizavam.
Nenhum vento. Imobilidade das coisas. Cheiro de mato e terra.
Os dois se encostavam. Ardiam. Era uma febre doida. Os dois se entregavam.
Palavras nos ouvidos, quase a perda dos sentidos.
O êxtase alcançavam naquela clareira. Já tinham feito a besteira.
Só então ela pensou na possibilidade de alguém aparecer.
Mas então já era tarde.
Tudo os excitava e logo recomeçavam...
Beijos, mãos, suor...
E o que é pior...
Mosquitos picavam.
Na mata tudo pode acontecer.
Mas que foi bom foi.
Um encontro na mata quase a matou... Mas de prazer.

sonia delsin 

Nenhum comentário:

Postar um comentário