sábado, 1 de junho de 2013



NOSSOS NOMES GRUDADOS

Era o melhor da vida.
Paineira florida.
No caule da centenária árvore desenhamos um coração com um canivete.
Nossos nomes ali gravamos.
Nosso amor diante da árvore juramos.
Passava o tempo.
Os dois nomes ali dentro do coração tão grudados.
Éramos dois enamorados.
A árvore floria.
Bela se fazia.
Depois a paina surgia.
A paina caia, o vento varria...
Novamente ela floria.
Ia dia, vinha dia...
Era linda a paineira... linda...
Um dia eu descobri que a cortaram...
Ou ela secou.
Confesso que não sei.
Só sei que naquele lugar não existe mais uma paineira.
Nosso amor se acabou.
Também desconheço se foi a vida que nos separou...

sonia delsin 

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